Santificados na Verdade e para a Verdade

cropped-rtu658u.jpg

Peço a Deus a ortodoxia e a disposição para os estudos teológicos dos reformados (para melhor zelar pela Verdade).

Peço a Deus a incansável insistência e teimosia dos arminianos para falar sobre a Verdade (porém com a verdade e coerência da Santa Palavra!).

Peço a Deus o coração animado e missionário dos batistas para mostrar com alegria e entrega a Verdade.

E peço a Deus o coração acolhedor e a coragem de pregar em qualquer lugar dos pentecostais, para fazer valer em minha vida a Verdade…

Cada um tem um pouco (ou muito) de cada um. Uns têm bastante zelo e pouca missão. Outros têm muita missão, mas pouca doutrina. Uns têm muita alegria e louvor, mas pouca missão e zelo doutrinário. Outros já têm um bom equilíbrio em todas essas coisas e vão muito bem…

Mas, cada um, com determinadas porções de cada um, compõe aquilo que a gente chama de Igreja, o Corpo, a presença e a Vida do Senhor anunciada através da minha vida e da sua vida.

Acima de todas as diferenças, a VERDADE deve ser defendida, pregada e evidenciada por todos aqueles que são de Cristo! Até que Cristo volte, estaremos separados por alguns pontos divergentes em nossas teologias. Contudo, jamais distantes em amor, respeito e parceria. Muitos têm seguido caminhos distantes da Verdade. Uns talvez seguirão seus próprios caminhos, mas a Igreja do Senhor está unida pela Verdade e a Verdade é o nome do Senhor que nos resgatou e está registrada na Bíblia que carregamos.

Um abraço carinhoso a todos!

“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.
Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim” (João 17:17-23).

biblia14

Para conhecer o Jesus Cristo “real” (Parte 1)

Tomé

[…] Precisamos de Cristo. Precisamos de um Cristo real. Um Cristo nascido de especulações vazias ou criado para ser espremido dentro de um padrão de um filósofo simplesmente não dá certo. Um Cristo reciclado, um Cristo de concessões, a ninguém pode redimir […].

[…] O que os eruditos têm descoberto por detrás do véu foi um espelho de seus próprios preconceitos e um Jesus criado segundo a própria imagem deles. Os liberais do século XIX encontraram um Jesus “liberal”; os existencialistas encontraram um herói existencialista; e os marxistas encontraram um revolucionário político. Os idealistas encontraram um Jesus idealista e os pragmáticos descobriram um Jesus pragmático. Buscar por detrás ou além do Novo Testamento é ir a uma caça de lugar escondido armado com a lanterna do orgulho e do preconceito […]. O século XIX trouxe uma crise intelectual e moral à Igreja. Com o surgimento da teologia liberal que rejeitava frontalmente o âmago sobrenatural do Novo Testamento, a crise pressionou pesadamente sobre questões muito práticas. Se os líderes de uma igreja ou os professores de um seminário acordassem certa manhã e descobrissem que não mais acreditam no que a Bíblia ensina ou no que a Igreja confessa, quais seriam as suas opções?

A opção mais óbvia e a primeira a se esperar de homens honrosos, é que eles declarassem a sua incredulidade e polidamente deixassem a Igreja. Se eles controlam as estruturas de poder da Igreja, entretanto, eles têm perguntas práticas a considerar. Por vocação e treinamento, seus empregos estão vinculados à Igreja. A igreja representa um investimento financeiro de muitos bilhões de dólares, uma instituição cultural estabelecida, com milhões de membros ativos […] Esses fatores fazem com que a declaração de incredulidade ao mundo e o fechamento das portas às Igrejas seja menos atraente. O curso de menor resistência consiste em redefinir o cristianismo.
[…] Para que haja uma redefinição do cristianismo, seria preciso banir o Cristo da Bíblia e o Cristo dos credos […].

[…] A Igreja é chamada de “o corpo de Cristo”. Alguns estudiosos referem-se a ela como “a encarnação contínua”. Por certo a Igreja existe para incorporar e levar avante a missão de Cristo. A igreja é inconcebível sem Cristo. Mas a Igreja não é Cristo. Foi fundada por Cristo, formada por Cristo, comissionada por Cristo e dotada espiritualmente por Cristo. É governada por Cristo, santificada por Cristo e protegida por Cristo. Mas não é Cristo. A Igreja pode pregar a salvação e nutrir os salvos, mas ela não pode salvar. A igreja pode pregar, exortar, repreender e admoestar contra o pecado. Pode proclamar o perdão dos pecados e dar definições teológicas ao pecado; mas a Igreja não pode fazer expiação pelo pecado.

Foi S. Cipriano quem declarou: “Não pode ter Deus como Pai quem não tem a Igreja como sua Mãe”. Precisamos da Igreja tanto quanto um bebê que está com fome tem necessidade do leite de sua mãe. Não podemos crescer ou ser nutridos sem a Igreja. Possuir Cristo e, ao mesmo tempo, desprezar a Igreja, é uma intolerável contradição que ninguém pode suportar. Não podemos ter Cristo sem abraçar a Igreja. Mas é possível alguém ter a Igreja sem ter, realmente, aceito a Cristo. Sto. Agostinho descreveu a Igreja como um corpus permixtum, um “corpo misto”, composto por trigo e joio, ou seja, composto por crentes e incrédulos que existem lado a lado. A incredulidade pode obter acesso à Igreja – mas nunca a Cristo […].

À parte da Bíblia, nada sabemos de indispensável acerca do Jesus real. Em última análise, nossa fé fica de pé ou cai por terra com o Jesus bíblico […].

Alguns objetam neste ponto, chamado atenção para o fato óbvio de que o retrato neotestamentário de Jesus chegou até nós das penas de homens preconceituosos que tinham um programa de ação. Os evangelhos não consistem em história, dizem eles, mas numa história remidora acentuada sobre os esforços para persuadir os homens a seguirem a Jesus. Pois bem, por certo os escritores tinham um programa de ação, mas esse programa não era secreto. Disse com toda a sinceridade o apóstolo João: “Estes [sinais] foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (1 João 20. 31).

O fato de que os escritores bíblicos foram, eles mesmos, crentes, e mostraram-se zelosos por persuadir a outras pessoas, contribui para a veracidade do que diziam. Tivessem sido eles incrédulos, ao mesmo tempo em que exortavam outros a crerem, teriam sido culpados de duplicidade. Naturalmente, os homens podem ficar equivocados com aquilo que proclamam, mas o fato que eles acreditavam em sua própria mensagem, mesmo até a morte, deveria destacar, em lugar de enfraquecer, a credibilidade deles.
O que nos deixaram é, realmente, uma história de redenção. De redenção porque eles não estavam escrevendo do ponto de vista de historiadores neutros e desinteressados. E foi história porquanto insistiam que seu testemunho era verdadeiro.

Neste ponto, vem à superfície uma questão prática, ouvida nas ruas e da parte de céticos calejados, que buscam desacreditar o Cristo bíblico ao exporem o Cristo apostólico como uma fantasia. Se os associados mais íntimos de Jesus foram preconceituosos (pois eram crentes), qual é o sentido de uma erudição laboriosa para descobrir o Jesus “real”? Se tudo quanto aprendemos sobre Jesus é aprendido através do testemunho dos apóstolos – se eles são a “tela” por meio da qual nós devemos contemplar a Jesus, a fim de vê-lo – de que valem os nosso esforços?

A resposta é que o Jesus histórico não viveu em um vácuo; Ele se tornou conhecido, pelo menos em parte, pela maneira como transformou aqueles que viviam ao seu redor […].

[…] Quero conhecer o Jesus que radicalizou Mateus, que transformou Pedro, que virou de ponta-cabeça Saulo de Tarso na estrada para Damasco. Se essas testemunhas em primeira mão não me podem levar ao Jesus “real”, quem poderá fazê-lo? Se não é através de amigos e entes queridos, como alguém pode tornar-se conhecido?

Para saber mais, leia o livro: “Discípulos Hoje” de R C Sproul

(R C Sproul/ “O Verdadeiro Jesus Poderia Se Levantar, Por Favor?”/ Discípulos Hoje)

cropped-cropped-zvz11.jpg