A Glória da Segunda Casa

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Ageu 2: 6,7; 9/ João 1: 14

“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca; E farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos […] A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos”

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”
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Na celebração (inauguração) do primeiro templo, a glória de Deus esteve sobre todo o templo. Tão forte e tão santa que nem mesmo os sacerdotes puderam permanecer e se retiraram em temor. (2 Cr. 7:1,2). Houve, porém, o dia em que esse templo foi destruído. Houve o dia em que foi novamente erguido.

Entretanto, a promessa de Deus descrita em Ageu para a glória do segundo templo haveria de se cumprir.

E cumpriu!

Num momento (de aprox. 400 anos), onde Deus não falou mais por intermédio de profetas, muita coisa aconteceu. Esse período ficou conhecido como o período do “segundo templo” ou, para alguns, “período inter bíblico”. Até à reforma desse mesmo templo por Herodes, Deus ainda não havia se pronunciado através de algum profeta ao povo. Mas, quando o anúncio do nascimento de João se espalha, tendo Zacarias visto um anjo no templo e testemunhado do tempo da salvação que ali se instaurava a partir de João, aconteceu um alvoroço! Opa! Alguma coisa está acontecendo! Logo, Maria recebe o anúncio do nascimento do Salvador, sendo ela a bem-aventurada por gerar em seu ventre a criança.

O Unigênito do Pai, que pode segurar com a palma de sua mão todo o universo, deixou a sua glória para flutuar no ventre de uma virgem.

Enquanto todo Israel voltava seus olhares para o templo e sob o peso da dominação romana, os que receberam a anúncio do salvador esperavam algo especial acontecer. E o menino crescia…

Da infância aos 30 anos de idade aproximadamente, Jesus era o judeu conhecido na região, que lia na sinagoga, que comparecia ao templo, que seguia a tradição religiosa de seu povo e que, até então, era o conhecido filho de José e Maria.

Mas o Filho de Deus se manifestou. Não com as mesmas características que aguardavam em expectativa os religiosos e sábios, mas na figura do homem que se fez servo. Servo que arrebanhou vários outros servos e se revelou como Filho do Deus vivo. Estava ali o Emanuel (Deus conosco). O mundo pôde ter sobre sua face o próprio Deus, mas o mundo não o conheceu. Mas, como relatou João, nós vimos a sua glória e a sua glória e sua glória se manifestou em nós.

Eis a glória do unigênito do Pai! E a glória de Cristo não encheu o templo físico. Não mais… Agora, a segunda casa teria uma glória maior que a primeira. E essa casa pode ser símbolo do coração daqueles que receberam a Cristo e viram a sua glória.

Essa segunda glória foi maior que a primeira porque a graça divina foi revelada. A insuficiência humana foi denunciada na entrega sacrificial do próprio Homem-Deus na cruz. Embora a glória no primeiro templo tenha sido algo majestoso, ainda – para o povo – era indireta. Foi notória! Mas indireta…Foi contada e anunciada, mas foi indireta.

Deus fez – na morte e ressurreição de seu Filho – tremer os céus e a terra, o mar a a terra seca. Todas as nações veriam e outras ainda verão a glória de Deus. Maior que a primeira por que? Porque Israel pôde contemplar a glória no primeiro templo. Agora, as nações podem receber a Cristo e os que são da fé poderão contemplar a glória do Unigênito do Pai!

Com Cristo, a glória pôde ser percebida em cada coração que foi alcançado pela graça do Pai. Foi a própria salvação tomando conta de nosso ser e transformando-nos. A Glória da segunda casa, portanto, foi maior que a primeira! Agora, somos templos do Espírito Santo. Como igreja, mostramos ao mundo a glória de Cristo. Neste lugar (em nossos corações) foi dada a paz!

Que Deus nos abençoe e que os nossos corações estejam transbordando das bênçãos eternas!

Gabriel F. M. Rocha.

Gabriel Felipe M. Rocha
Gabriel Felipe M. Rocha
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Para conhecer o Jesus Cristo “real” (Parte 1)

Tomé

[…] Precisamos de Cristo. Precisamos de um Cristo real. Um Cristo nascido de especulações vazias ou criado para ser espremido dentro de um padrão de um filósofo simplesmente não dá certo. Um Cristo reciclado, um Cristo de concessões, a ninguém pode redimir […].

[…] O que os eruditos têm descoberto por detrás do véu foi um espelho de seus próprios preconceitos e um Jesus criado segundo a própria imagem deles. Os liberais do século XIX encontraram um Jesus “liberal”; os existencialistas encontraram um herói existencialista; e os marxistas encontraram um revolucionário político. Os idealistas encontraram um Jesus idealista e os pragmáticos descobriram um Jesus pragmático. Buscar por detrás ou além do Novo Testamento é ir a uma caça de lugar escondido armado com a lanterna do orgulho e do preconceito […]. O século XIX trouxe uma crise intelectual e moral à Igreja. Com o surgimento da teologia liberal que rejeitava frontalmente o âmago sobrenatural do Novo Testamento, a crise pressionou pesadamente sobre questões muito práticas. Se os líderes de uma igreja ou os professores de um seminário acordassem certa manhã e descobrissem que não mais acreditam no que a Bíblia ensina ou no que a Igreja confessa, quais seriam as suas opções?

A opção mais óbvia e a primeira a se esperar de homens honrosos, é que eles declarassem a sua incredulidade e polidamente deixassem a Igreja. Se eles controlam as estruturas de poder da Igreja, entretanto, eles têm perguntas práticas a considerar. Por vocação e treinamento, seus empregos estão vinculados à Igreja. A igreja representa um investimento financeiro de muitos bilhões de dólares, uma instituição cultural estabelecida, com milhões de membros ativos […] Esses fatores fazem com que a declaração de incredulidade ao mundo e o fechamento das portas às Igrejas seja menos atraente. O curso de menor resistência consiste em redefinir o cristianismo.
[…] Para que haja uma redefinição do cristianismo, seria preciso banir o Cristo da Bíblia e o Cristo dos credos […].

[…] A Igreja é chamada de “o corpo de Cristo”. Alguns estudiosos referem-se a ela como “a encarnação contínua”. Por certo a Igreja existe para incorporar e levar avante a missão de Cristo. A igreja é inconcebível sem Cristo. Mas a Igreja não é Cristo. Foi fundada por Cristo, formada por Cristo, comissionada por Cristo e dotada espiritualmente por Cristo. É governada por Cristo, santificada por Cristo e protegida por Cristo. Mas não é Cristo. A Igreja pode pregar a salvação e nutrir os salvos, mas ela não pode salvar. A igreja pode pregar, exortar, repreender e admoestar contra o pecado. Pode proclamar o perdão dos pecados e dar definições teológicas ao pecado; mas a Igreja não pode fazer expiação pelo pecado.

Foi S. Cipriano quem declarou: “Não pode ter Deus como Pai quem não tem a Igreja como sua Mãe”. Precisamos da Igreja tanto quanto um bebê que está com fome tem necessidade do leite de sua mãe. Não podemos crescer ou ser nutridos sem a Igreja. Possuir Cristo e, ao mesmo tempo, desprezar a Igreja, é uma intolerável contradição que ninguém pode suportar. Não podemos ter Cristo sem abraçar a Igreja. Mas é possível alguém ter a Igreja sem ter, realmente, aceito a Cristo. Sto. Agostinho descreveu a Igreja como um corpus permixtum, um “corpo misto”, composto por trigo e joio, ou seja, composto por crentes e incrédulos que existem lado a lado. A incredulidade pode obter acesso à Igreja – mas nunca a Cristo […].

À parte da Bíblia, nada sabemos de indispensável acerca do Jesus real. Em última análise, nossa fé fica de pé ou cai por terra com o Jesus bíblico […].

Alguns objetam neste ponto, chamado atenção para o fato óbvio de que o retrato neotestamentário de Jesus chegou até nós das penas de homens preconceituosos que tinham um programa de ação. Os evangelhos não consistem em história, dizem eles, mas numa história remidora acentuada sobre os esforços para persuadir os homens a seguirem a Jesus. Pois bem, por certo os escritores tinham um programa de ação, mas esse programa não era secreto. Disse com toda a sinceridade o apóstolo João: “Estes [sinais] foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (1 João 20. 31).

O fato de que os escritores bíblicos foram, eles mesmos, crentes, e mostraram-se zelosos por persuadir a outras pessoas, contribui para a veracidade do que diziam. Tivessem sido eles incrédulos, ao mesmo tempo em que exortavam outros a crerem, teriam sido culpados de duplicidade. Naturalmente, os homens podem ficar equivocados com aquilo que proclamam, mas o fato que eles acreditavam em sua própria mensagem, mesmo até a morte, deveria destacar, em lugar de enfraquecer, a credibilidade deles.
O que nos deixaram é, realmente, uma história de redenção. De redenção porque eles não estavam escrevendo do ponto de vista de historiadores neutros e desinteressados. E foi história porquanto insistiam que seu testemunho era verdadeiro.

Neste ponto, vem à superfície uma questão prática, ouvida nas ruas e da parte de céticos calejados, que buscam desacreditar o Cristo bíblico ao exporem o Cristo apostólico como uma fantasia. Se os associados mais íntimos de Jesus foram preconceituosos (pois eram crentes), qual é o sentido de uma erudição laboriosa para descobrir o Jesus “real”? Se tudo quanto aprendemos sobre Jesus é aprendido através do testemunho dos apóstolos – se eles são a “tela” por meio da qual nós devemos contemplar a Jesus, a fim de vê-lo – de que valem os nosso esforços?

A resposta é que o Jesus histórico não viveu em um vácuo; Ele se tornou conhecido, pelo menos em parte, pela maneira como transformou aqueles que viviam ao seu redor […].

[…] Quero conhecer o Jesus que radicalizou Mateus, que transformou Pedro, que virou de ponta-cabeça Saulo de Tarso na estrada para Damasco. Se essas testemunhas em primeira mão não me podem levar ao Jesus “real”, quem poderá fazê-lo? Se não é através de amigos e entes queridos, como alguém pode tornar-se conhecido?

Para saber mais, leia o livro: “Discípulos Hoje” de R C Sproul

(R C Sproul/ “O Verdadeiro Jesus Poderia Se Levantar, Por Favor?”/ Discípulos Hoje)

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