Legalismo X Liberdade – A ameaça do legalismo

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Por Sam Storms

A palavra “liberdade” tem uma variedade de sentidos para várias pessoas. Para alguém que está preso, significa sair da cadeia cedo. Para um cidadão iraquiano, significa um governo democrático nas próximas eleições. Para o dono de uma pequena empresa, o significado pode ser em termos econômicos. Para alguém que morava em um país sob um regime comunista, pode ser que signifique a ausência de opressão social e política. Mas o que “liberdade” significa para o cristão? O que significa para você?

Em Gálatas 5.13, Paulo escreveu: “Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”. Por que Deus, o Pai, colocou sobre você o seu amor salvífico? Por que Deus, o Filho, morreu por você? Por que Deus, o Espírito Santo, lhe chamou à fé nesse sacrifício? Liberdade! Para o cristão, liberdade significa uma de três coisas. Há, primeiramente, liberdade da condenação da ira de Deus. É isso que Paulo tinha em mente em Romanos 8.1 quando ele afirmou, “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus”. Em segundo lugar, há liberdade da compulsão do pecado. Romanos 6.14 nos assegura de que “o pecado não os dominará” já que “vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça”. E então, em terceiro lugar, há liberdade da consciência de outras pessoas, que é o tema principal do décimo quarto capítulo de Romanos. É a terceira dessas manifestações da liberdade cristã na qual quero me concentrar.

A ameaça do legalismo

Há pessoas, que professam a fé cristã, determinadas a colocar-lhe sob seu controle religioso. Eles estão determinados a lhe transformar num escravo da consciência deles. Construíram cuidadosamente uma caixinha religiosa, sem justificação bíblica, e tem o objetivo de colocá-lo lá dentro e fazer com que você se molde às suas dimensões. Eles são legalistas, e suas ferramentas são culpa, medo, intimidação e autojustificação. Eles proclamam o amor incondicional de Deus por você, mas insistem em colocar certas condições antes de lhe incluir dentre os aceitos, na elite aprovada, entre os poucos que têm o favor de Deus.

Não estou falando a respeito de pessoas que insistem que você obedeça certas leis ou regras morais para que seja salvo. Tais pessoas não são legalistas. Estes estão perdidos! Eles são facilmente identificados e rechaçados. Estou falando de cristãos legalistas cujo alvo é impor conformidade entre outros cristãos de acordo com suas preferências pessoais. Esses são os de estilo de vida legalista. Eles ameaçam tirar a sua alegria e arrancar a intimidade do seu relacionamento com Jesus. Eles podem até levá-lo a duvidar da sua salvação. Ele amontoam condenação e desprezo sobre a sua cabeça para que sua vida seja controlada e motivada por medo em vez de liberdade, alegria e gozo em Deus.

Essas pessoas raramente admitem qualquer parte disso. Eles não se percebem ou veem como legalistas. Se eles lerem este texto, provavelmente estão convencidos de que estou falando de outro alguém. Eles nunca se apresentariam dizendo: “Oi! Meu nome é João/Maria. Sou legalista e meu alvo é roubar a sua alegria e manter-lhe sob o julgo do meu preconceito religioso. Você gostaria de almoçar comigo depois do culto para que eu lhe diga tudo que você está fazendo de errado?”

Eu tenho a suspeita de que alguns de vocês ou são legalistas, mais provavelmente, ou vítimas de legalismo. Você vive com medo de fazer algo que outro cristão considera impiedoso, mesmo que a Bíblia não diga nada a respeito do assunto. Você teme trazer sobre si reprovação, desenho e rejeição fatal. Ou até pior, você teme a rejeição de Deus por violar tradições religiosas ou normas culturais que não têm base nas Escrituras, mas que são prezadas pelo legalista. Você foi enganado, levado a crer que o menor erro ou tropeço trará sobre você a reprovação e o desgosto de Deus.

Quando você está com outros cristãos, seja em casa ou num grupo no lar, ou mesmo só passando um tempo juntos, você se sente livre? Seu espírito está relaxado ou oprimido? Você sente aceitação ou condenação? Você se sente julgado, inadequado, inferior, culpado, imaturo, tudo por conta da sua percepção de ter falhado em se conformar ao que outra pessoa considera “santo”?

Jesus quer libertá-lo de tal escravidão! Como disse Paulo, “vocês foram chamados para a liberdade”!

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Estudar teologia

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Estudar teologia não implica apenas no acréscimo de conhecimento. É muito mais!

Estudar teologia (com verdadeira devoção) acrescenta a dívida de amor de quem a estuda.

O conhecimento da Verdade se torna eficaz no momento que se propõe pagar a dívida de amor.

Conhecer a Verdade implica na adesão ao bem. Conhecer a Verdade é estar livre para praticar o bem. Conhecer a Verdade é estar liberto do próprio ego para servir melhor o próximo. Esse é o sentido de estudar teologia.

Conhecer mais sobre Deus deve supor viver mais conforme Deus.

Quanto mais se conhece, mais forte se torna a necessidade de engajamento. E quem não se engana ao bem que conhece, peca.

E é isso que me preocupa….

Gabriel Felipe M. Rocha

Uma necessária advertência (Gabriel F. M. Rocha)

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“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Tm 3. 1-5).

A alerta que Paulo faz a Timóteo (no texto acima) é pertinente, pois, o propósito de Paulo para com Timóteo era prepará-lo para exercer bem o ministério e administrar bem a igreja e as coisas de Deus. Portanto, as advertências e exortações nunca giravam em torno apenas de problemas de natureza doutrinária. Nem mesmo se pautava no cuidado que as igrejas deviam ter em relação aos falsos líderes. Tampouco, as perseguições políticas e religiosas eram o assunto principal entre os apóstolos. Havia também, como lemos aqui, a advertência para se afastar dos vaidosos, orgulhosos, soberbos. Dos homens e mulheres cheios de si. Inchados em seus orgulhos e obstinações. Por quê?

Porque esses são tão perigosos quantos aqueles líderes e falsos doutores que deturpavam a mensagem da cruz. Arrisco dizer que os vaidosos, orgulhosos, obstinados, presunçosos e avarentos são mais perigosos que os ataques e as perseguições frontais, pois esses são como o câncer que vai proliferando sua presença maligna. Como Paulo mesmo cita no texto, esses vaidosos, orgulhosos e cheios de si mesmo, são irreconciliáveis. Não aceitam a exortação. Não aceitam a doutrinação. São também invejosos. Querem estar por cima. Querem ter a razão. O vaidoso e orgulhoso quer ser os melhor e o “sabidão”. Ignora o verdadeiro conhecimento que parte do pressuposto da humildade e dependência. Nesses não podemos confiar, pois como Paulo mesmo diz, são traidores e mais amigos de seus deleites do que de Deus. São perigosos, pois – como também denuncia Paulo – eles têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela em suas vidas e ações diárias.

Portanto, para que possamos cuidar das coisas de Deus, servir a Deus melhor e viver um Evangelho autêntico, é necessário afastar-se desses. Mas creio que a advertência é bem mais que isso!
Não tenho dúvida alguma de que Paulo queria provocar em Timóteo (também) uma análise interior. Timóteo estava sendo preparado para exercer uma séria liderança em sua congregação. Portanto, era necessário não só se afastar desses, mas – jamais – ser como esses. Paulo chega a dizer a Timóteo: “mas tu, porém, tem seguido minha doutrina…”. Ou seja, “sua postura não condiz com a vaidade, o orgulho e soberba desses tantos”. Portanto, “permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido…”.
É comum alguns sentimentos de vaidade e orgulho tomarem nosso coração. Tem momentos que achamos que somos bons demais. Sabemos demais! Tem hora que assumimos uma convicção de que somos top demais e bons demais para fazer coisas tão simplórias… E a “bola de neve” começa a rolar… Se sou bom demais, pra quê visitar o irmão “zé”? Deixe que outro faça isso, ora… Para quê ir à escola bíblica? Para quê frequentar reuniões de capacitações pessoal se sou o “super capacitado”. E a “bola de neve” vai rolando… Daí começo com a soberba e termino na maledicência, ingratidão, traição, etc.

A vida cristã é o oposto disso tudo. Por quê? Porque o cristão para ser mesmo um discípulo, ele precisa renunciar a muitas coisas, negar a si mesmo, pegar a sua cruz e seguir o Mestre. Isso implica no esvaziamento de si mesmo. Logo, pegar a cruz implica fazer como Cristo fez: deixar Deus prosseguir com seu plano em nossas vidas. Foi isso que Cristo fez quando assumiu a cruz: deixou o Pai executar seu plano eterno. Não que Deus necessite de minha permissão (pois seus planos não podem ser frustrados), mas o cristão cheio do Espírito Santo, remido por Cristo, passa a entender a necessidade de ser guiado pelo Espírito e nunca pela carne.
Paulo mesmo faz tal distinção em Gálatas 5 entre os que são da carne e os que são do Espírito. Note que ele diz em Gl 5. 24 que os que são realmente de Cristo já crucificaram a carne a fim de viverem em Espírito. E, para viver em Espírito e frutificar pelo Espírito (Gl 5.22) é necessário o percurso da humildade, do esvaziamento, da dependência de Deus.

Portanto, a vaidade, o orgulho, a soberba, a arrogância, a obstinação desenfreada, e outras tantas obras da carne “bem alimentada” não pode levar o indivíduo ao Eterno lar de Deus. Antes, esses estão já condenados em seus delitos como Paulo diz a Timóteo.

Mas os que são de Cristo e são como Cristo estão crucificando a carne dia-a-dia, sofrendo as aflições de Cristo, esvaziando de si mesmos para viver uma vida abundante na presença de Deus.
A humildade e a submissão do cristão refletem o seu temor a Deus. Temor que, por sua vez, reflete uma vida obediente e solícita para as coisas de Deus. Essa é a verdadeira sabedoria! Não há orgulho e nem vaidade! Há a certeza de que estamos bem e estamos trilhando o caminho certo, mesmo com as adversidades próprias de nosso século.

“Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, Perseguições e aflições […]. Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:10-15).

Gabriel Felipe M. Rocha
Gabriel Felipe M. Rocha

Reflexão de quem quer servir a Deus melhor (ou de verdade)

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(Gabriel F. M. Rocha)

Quando Jesus dita a parábola do “bom samaritano” para um intérprete da Lei (Lc 10. 30-36), Ele queria fazer o magistrado olhar para além da teologia, da religião e da religiosidade. Como era esperado de um intérprete da Lei, aquele homem sabia muito sobre as Escrituras. Certamente ele conhecia bem os aspectos políticos, econômicos e sociais de sua nação também. Além de tudo isso, ele tinha uma excelente posição social e religiosa pelo título que carregava. Mas faltava para ele conhecer quem era o seu próximo!

O que é interessante nessa passagem bíblica é que, quando o intérprete da Lei testa Jesus perguntando sobre como herdar a vida eterna, Jesus pergunta ao mesmo sobre o que a própria Lei diz. Tipo: “você deve conhecer a resposta que está procurando, pois não é o conhecimento da Lei que define o seu título?”. E, como é esperado de um bom teólogo e conhecedor das escrituras, o homem respondeu corretamente:

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”.

Porém, existe um abismo enorme entre conhecer e praticar.

O homem, então, logo retruca: “quem é meu próximo?”

Não posso especular muito, mas creio que essa a segunda pergunta desse homem poderia partir de duas intenções básicas. Primeiro: ele realmente não sabia quem era o seu próximo. Segundo: ele talvez tenha perguntado: “quem é o meu próximo” no sentido de: “quem é semelhante a mim ou próximo a mim no que diz respeito ao meu conhecimento, meu magistrado e minha posição religiosa para que eu possa, de fato, chamar de ‘meu próximo? ’” Essa segunda hipótese supõe “o próximo segundo as minhas conveniências”, o que muitos têm conhecido. Exemplo: “Meu próximo é o que professa a mesma fé que eu professo!” e por aí vai…

Bem, na verdade tanto faz qual tenha sido a intenção real da pergunta daquele homem! As duas possibilidades significam a miséria da religião sem amor. Conhecer teologicamente a religião e não praticar a verdadeira religião é miséria e vergonha.

Será que a minha teologia e a minha missão têm partido do amor como única intencionalidade? Ou será que as intenções de meu coração são outras? Será que o muito estudar e conhecer só tem servido para alimentar o meu ego? Será que a minha missão tem servido para eu convencer a mim mesmo e aos outros de como bom e generoso eu sou? Será que ambas têm sido moedas de troca para fins superiores.

A verdadeira teologia é um bem em si mesmo, pois a verdadeira teologia (a Sã Teologia) supõe o amor. Conhecer a Verdade e o Bem e não conseguir amar é impossível! Conhecer a Deus e desprezar a sua vontade é condenação! Da mesma forma, a verdadeira missão é um bem em si mesmo. Fazer o bem porque ama é realizar-se com o próprio bem, sabendo que a missão é louvor a Deus e possibilidade de edificação do outro! Nunca o “eu” deve ser visto! Não mesmo!

A verdadeira teologia e a verdadeira missão é uma afronta ao ego. A verdadeira teologia transcende as letras e as teorias. A verdadeira Teologia vence as barreiras que a religião impõe. A verdadeira teologia deságua na missão. E a missão, por sua vez, é o sentido da verdadeira Teologia! Ambas são compostas pelo sentido da cruz. Isso mesmo: elas refletem a mensagem da cruz. Primeiro porque ela pede para o “eu” morrer para o Espírito guiar. Segundo, porque é nossa tarefa e nossa missão, como a cruz foi a missão de Cristo na terra. Eis, portanto a cruz! A Teologia como um relacionamento vertical entre Deus e eu vai de encontro com a missão que, tão logo, implica no relacionamento horizontal (eu e o próximo). A missão, portanto, dá sentido à Teologia e a torna eficaz.

Essa é a eficácia da mensagem da cruz: o “eu” está crucificado com Cristo e não vive mais. Mas Cristo vive em mim e a vida que agora vivo, eu vivo pela fé. Cristo vive em mim! Se Ele vive em mim, sua missão se estende por meio de mim.

Aquele homem conhecia muito, mas estava cheio de si e longe de Deus. Muitos estão longe de Deus! Eu também posso estar longe de Deus se tudo isso que escrevi até aqui for vazio de sentido e de amor…

Portanto, responder com clareza e com convicção “quem é o meu próximo” é impossível sem o pressuposto do amor. É possível amar e discernir o próximo sem religião e dogmas, mas é impossível servir o próximo sem amor. Por isso, diante de muitos fatos, eu creio que existem muitas teologias sem amor. Não quero que a minha seja uma delas…Não quero que minha missão seja vazia…

Quem conhece a Deus, de fato, o ama e quem o ama guarda os seus mandamentos. Quem ama a Deus serve o outro, pois reconhece o seu próximo.

A Sã Teologia triunfa na missão!

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Estou em dívida!

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(Por Gabriel Felipe M. Rocha)

“Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Rm 1.14)

Bem, o contexto da frase acima é o seguinte: Paulo expressa um desejo em visitar alguns cristãos romanos a fim de edificá-los na fé, confortá-los e comunicar-lhes algum dom espiritual (Rm 1. 10-12). No v. 14, Paulo expõe o motivo de ir ter com eles e anunciá-los o Evangelho de Jesus Cristo: “[…] eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (1.14). E logo completa: “estou pronto para também vos anunciar o Evangelho para vós que estais em Roma” (v.15).

A verdade do versículo 14 é esta: Paulo tinha o seu trabalho missionário em outras igrejas já conhecido pelos irmãos de Roma. No entanto, Paulo precisava passar também por lá. Ele cita gregos e “bárbaros” exatamente por isso: havia corrido a notícia de seu trabalho evangelístico em várias cidades gregas e também fora do contexto da Grécia. E o termo “bárbaro” era uma expressão pejorativa que dizia a respeito daqueles que não eram da cidadania romana e do contexto cultural de Roma.

Pois bem, o que quero destacar nesse contexto é o seguinte:

Paulo expressou uma dívida de amor para com os romanos, uma vez que compartilhou amor e entrega pessoal aos irmãos gregos. Sua expressão de dívida era tão verdadeira que, certa vez disse: “ai de mim se não pregar o Evangelho…” (1 Cor. 9: 16).

No versículo 6, Paulo, portanto, diz:

“vocês também foram chamados para serdes de Cristo”.

E Paulo estava certo. Ele falava para um grupo de eleitos em Roma.

O que quero trazer para o nosso contexto?

1) A igreja (que ali foi representada na pessoa de Paulo) tem hoje um trabalho estabelecido aos arredores no mundo. Contudo, sua missão não chegou ao fim. Ainda existe um povo grande para ser alcançado pela mensagem do Evangelho. Nós, que fomos alcançados pelo Evangelho e achados pela graça e misericórdia, temos uma dívida de amor para com aqueles que hão de ser chamados para o Evangelho (ao Senhor pertence a salvação!). Precisamos transgredir o nosso contexto! Precisamos ultrapassar fronteiras!

2) Não temos uma “dívida” com Deus, exatamente, pois nossa redenção foi por soberana generosidade e, por outro lado, jamais pagaríamos tal dívida, por isso Cristo pagou por nós. O que temos, de fato, é um convite à santidade e à fidelidade. Temos mesmo é uma dívida para com o próximo, pois a mesma generosidade que mirou minha vida deve ser compartilhada com o outro. Nesse sentido, sou devedor do meu próximo e minha dívida aumenta quando não compartilho daquilo que a mim foi confiado com amor, a saber, uma mensagem! Que mensagem? A do Evangelho! Como distribuir? Com a pregação e com gestos; com palavras e com exemplos; com intrepidez e com compaixão. Com intolerância ao pecado e com tolerância total ao pecador.

3) Embora possa haver reclamação, apelação, difamação, afronta, ofensa, escárnios, perseguição, erro, intolerância, etc. (e muito disso tudo Paulo sofreu e a igreja primitiva também; assim como também falharam e erraram), a Igreja tem o seu trabalho, de alguma forma, reconhecido aos arredores do mundo. Por isso, nossa dívida se faz maior com aqueles que ainda não foram visitados, alimentados, acolhidos, vestidos, libertos, etc.

4) Temos uma dívida com os sábios, pois, para os sábios, devemos dar bom testemunho e apresentar bem o fundamento de nossa fé. Aos genuínos sábios, devemos o nosso ouvido e a nossa atenção. Devemos apresentar aos demais sábios deste mundo, aos sábios da nossa igreja, aos sábios do Facebook, aos sábios blogueiros, aos sábios ateus, etc., os fundamentos e a racionalidade da nossa fé numa santa, boa e coerente teologia! De outro modo, devemos aos sábios o bom exemplo da humildade.

5) Devemos aos ignorantes:

A) Devemos ao ignorante cujo termo diz respeito daquele (ou daquela) que não teve a oportunidade de formar-se e diplomar-se no mundo escolar e acadêmico. E, por isso, devemos a nossa compreensão, simplicidade, acessível exposição da mensagem do Evangelho, assim como devemos também o ensino.

B) Devemos também ao ignorante que ignora intencionalmente algumas verdades do Evangelho por não querer ser confrontado; devemos ao ignorante que quer difamar e afrontar a fé alheia exigindo, ao mesmo tempo, respeito e tolerância; devemos ao ignorante que desconhece o real sentido da cruz; devemos ao ignorante que deturpa a sã teologia (ou a Sã Doutrina) para promover um “outro evangelho”; devemos ao ignorante religioso e legalista que, mesmo carregando o título de “evangélico” por décadas, ainda ignora a graça do Eterno, etc.

Devemos!

O que dizer a esses, portanto?

“[…] Estou pronto para vos anunciar o Evangelho” (v. 15)

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê […]” (v. 16);

Por fim, amigos, nas palavras do Mestre: “[…] a ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13: 8).

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Uma esparsa reflexão sobre o drama da morte e a plena felicidade em Cristo

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O que move cada indivíduo a buscar a sua felicidade (ou plena realização pessoal) é a essencial necessidade humana de superar sua finitude, situação e limitação. Fundamentalmente é isso: essencial desejo de não morrer e ser eterno. Esse essencial desejo de fugir da morte ou de tentar superá-la está presente em cada ser humano. Portanto, cada ato humano, cada forma de vida será uma tentativa de dar e buscar sentido para a própria vida, tendo em vista um fim supremo, um sentido último para a própria existência.

Então, sabemos que: o que faz o homem aspirar pela plena realização de sua vida é a necessidade essencial de negar sua própria finitude (fim, morte, limite existencial) e se lançar à infinitude do Ser, abrindo-se espiritualmente ao horizonte ilimitado e infinito do Ser, do Absoluto, do Transcendente.

Muitas vezes, no entanto, o homem – sendo incapaz de, por si só, alcançar a plenitude de sua vida, a plena realização e o Transcendente pelos seus próprios esforços, se vê frente o peso de suas limitações existenciais e se esbarra em inúmeras falsas possibilidades de transcender sua limitada e situada existência. Um exemplo? Desde os primórdios da existência humana, o homem sempre buscou um sentido, um Ser supremo que pudesse ser a resposta e o paradigma para firmar suas ações, perspectivas e expectativas. Os homens criaram deuses, elaboraram formas de vida e organizaram seu espaço cultural. Contudo, sua soberba e auto-suficiência se vê denunciada frente o peso de cada particularidade. Particularidade humana marcada pelos vícios, inclinações e paixões que impedem o mesmo de transcender-se à plenitude de uma vida eternamente realizada. A humanidade, portanto, tornou-se – desde sua queda no Éden – incapaz (plenamente incapaz) de buscar corretamente o sentido para sua existência. A prova disso é que todos os modelos éticos e paradigmas ao longo da história se mostraram insuficientes em alguns aspectos (inclusive o próprio padrão cristão-religioso do terceiro século ao século XVII). Embora o Cristianismo tenha vindo como um modelo diferente de todos os outros anteriores, ele se mostrou falho por causa da própria fraqueza e iniqüidade humana. Era diferente, pois era o único modelo que partia de um pressuposto definido, ou seja, enquanto muitos buscavam o sentido, o cristianismo já pressupunha o sentido (em Deus, em Cristo). No entanto, se mostrou falho não pela eficiente mensagem do Evangelho, mas pela própria religiosidade cega e pela soberba humana que resultou na fragmentação de muitos bons valores.

Essa fragmentação dos antigos valores (que hoje se vê tão evidente na crise ética da atualidade) apenas veio revelar a insatisfação humana ao longo da história e, ao mesmo tempo, o desejo constitutivo do homem em querer transcender-se e superar a própria finitude (morte) criando e buscando sempre novos modelos e formas de vida. No entanto, afastados da Verdade, do Bem, do Absoluto.

Enfim, o homem só pode transcender a sua limitada existência se o mesmo Transcendente abrir-se ao homem, revelando-se intuitivamente a cada indivíduo, oferecendo uma possibilidade para uma vida plena (abundante) cuja possibilidade está para além do homem. O homem é constitutivamente corpo e espírito (sendo o psiquismo uma categoria mediadora). Portanto, como ser espiritual, o homem pode se abrir ao Transcendente. Contudo, o peso da sua limitação (pecaminosa e afastada do conhecimento da Verdade Absoluta) o impede de buscar a Deus. Aliás, o homem nem mesmo deseja a Deus, embora deseje não morrer e superar esse drama existencial. Entretanto, a dimensão espiritual do ser humano só pode se comunicar com o Transcendente se o mesmo Transcendente se comunicar ao espírito humano. Para o homem, tal abertura se esbarra no peso da limitação, mas, para o Transcendente Absoluto (Deus), essa comunicação é possibilidade. Essa possibilidade só se dá, portanto, por um único viés, a saber: a revelação do próprio Deus ao homem. A partir daí, o homem poderá percorrer seu itinerário existencial, tendo sua vida um sentido. Mas o que seria o sentido? Um sentido último que implica sua plena realização existencial.

Mas, para esse Deus (que não nega a si mesmo) se revelar, se mostrar como o sentido único e suficiente da vida humana e se relacionar com uma humanidade transgressora e desobediente, foi necessário a preparação do recurso para que muitos pudessem ter a sua dimensão espiritual aberta para a Eterna, Santa e Verdadeira beleza do Ser. Para esses, seria necessária uma justificação. Mas como? Se a própria humanidade está distante, afastada e condenada a um juízo, como ela poderia ser justificada? A única resposta: só poderia ser justificada se Deus mesmo se revelasse ao mundo e – em estado de humanidade – pagasse o preço da condenação.

Eis, portanto, a necessidade do Verbo se fazer carne. O “Logos” Supremo se fez Homem e habitou por um tempo conosco. Um dos significados do termo grego “logos” é “ligação” ou, “um discurso de ligação”. O que seria, no caso grego, uma ligação explicativa ou discursiva da ordem do kosmos e, ao mesmo tempo, o alcance do pleno conhecimento da ordem cosmológica para uma ordenação perfeita da vida humana. Contudo, para os gregos, essa ligação ficou apenas na audaciosa e auto-suficiente sabedoria humana.  No entanto, Jesus Cristo se fez ligação entre o Soberano e o pecador, justificando a muitos eficientemente pela fé. Pela fé no Verbo Vivo (Jesus Cristo) fomos religados a Deus. Pela fé! Não pela razão ou auto-suficiência. Nem mesmo pela Lei e pelas obras da Lei. Agora, temos a Boa Notícia da Esperança de vida eterna em Deus por meio de Jesus Cristo. Dele é o mérito. Somente a graça, somente a fé, somente Cristo, somente a Palavra, somente a Deus toda a glória!

Portanto, a beleza, a verdade e a superioridade da fé cristã está exatamente em denunciar a impossibilidade humana de transcender os seus limites e vencer a sua própria morte pelos méritos de outro, a saber, do que é todo Perfeito (Jesus Cristo). Sendo Ele, agora, a ponte que liga a nossa finitude e limitação existencial à infinitude de vida (vida em abundância) pela fé em seu Nome. Sem a primeira ação de Deus, nada podemos fazer. Essa é a lógica física e também a lógica da Eternidade. Para que possa existir ação e movimento, é necessário sempre um primeiro impulso. E na Eternidade houve esse impulso. Impulso e movimento de Deus através de uma soberana generosidade. Eis um Ser Absoluto e Transcendente cuja mente humana não pode conceber por inteiro, mas apenas em parte (por agora). No entanto, eis um Deus pessoal que se relaciona com o homem. Por quê? Porque Ele mesmo quis! E se quis, enviou o recurso. Jesus Cristo, o Deus, o Verbo divino que se fez carne e habitou com os seus e alguns viram a sua glória como a glória do Unigênito do Pai.

Por que teria que ser um “Unigênito do Pai”? Porque só a mesma natureza transcendente, santa e absoluta poderia redimir a humanidade, sendo totalmente eficiente aos eleitos. Jesus veio como homem, No entanto, com a mesmo gênero do Eterno. Por isso, “unigênito”, Santo, Forte, Príncipe, Pai da Eternidade, Maravilhoso…

O drama da morte está vencido! Mesmo tendo que passar pela morte física, a existência nossa (pela fé em Jesus Cristo) permanece em plenitude de vida. Eis a vida abundante!

O drama da morte e o peso (carnal e pecaminoso) da nossa limitação está já superado em Jesus Cristo. Toda condenação foi retirada e o pavor da morte foi substituído pela esperança e pelo gozo da eterna e plena vida.
Podemos agora, já provar de uma vida realizada – mesmo nas mais severas oposições existenciais e perseguições que possam vir – através de uma existência engajada em sua mensagem. Ele venceu a morte e, estando nele e por Ele, venceremos também!

Felicidade? Felicidade é estar em Cristo, viver com Cristo e para Cristo!
Que Deus nos renove a esperança e nos acrescente fé!

Gabriel F. M. Rocha.

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Salmos 119:1-3

“Bem aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor. Bem aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo coração; não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos”

Assunto: A importância da Palavra de Deus na vida do cristão

Por: Adolfo Brás Sunderhus Filho

           Você busca andar na lei do Senhor? 
           Você tem a Palavra de Deus como regra de vida e prática em sua vida? 
           Busca, de todo o coração, andar conforme a Palavra de Deus? 

           Essas perguntas me vem à mente quando leio o Salmo 119,  escrito possivelmente por Davi, visto a semelhança estilística de escrita, segundo bem afirma Spurgeon, em seu livro Esboços Bíblicos de Salmos (2005): 

         “Cremos que Davi escreveu este salmo. É davídico em tom e expressão, e confere com a experiência de Davi em muitos pontos interessantes. (…) “Este é o espólio de Davi”. Depois de muita leitura de um autor, chega-se a conhecer seu estilo, e adquire-se certo discernimento pelo qual sua composição é detectada mesmo se seu nome estiver oculto; sentimos uma espécie de certeza crucial de haver a mão de Davi nesse salmo, sim, de ser completamente seu.” 

          Incrível como esse salmo nos traz ensinamentos importantíssimos para nossa vida como cristãos e nos leva a refletir sobre nossa postura como conhecedores da Palavra de Deus. Ao longo de todo o texto, Davi vem mostrar os benefícios de se conhecer a Bíblia e buscar o seu conhecimento profundo. Mas, nesses três primeiros versos, Davi mostra o resultado primeiro da dedicação a esse estudo: “não praticam a iniquidade e andam nos seus caminhos” 

          Nos dois primeiros versos de seu salmo, Davi utiliza-se de uma expressão muito comum: “bem aventurados”. Essa expressão, e suas variantes, aparece por quase 100 vezes. “Bem aventurado” significa “feliz”. Mas, não uma felicidade passageira, uma felicidade como aquela que sentimos quando ganhamos um presente do qual gostamos. Não! O “bem aventurado” é aquele que se preenche de uma felicidade imensa, vinda da graça especial de Deus. A “bem aventurança” aqui citada é algo constante, irresistível, e visível aos olhos de todos aqueles com quem convive. 

Agora, como podemos ser mais do que felizes? Como podemos desfrutar dessa graça maravilhosa da felicidade concedida pelo Senhor? Como podemos resplandecer essa felicidade e fazê-la visível às pessoas que estão a nossa volta, que convivem conosco nos mais diversos espaços sociais os quais estamos inseridos percebam a infinita e misericordiosa graça do Senhor? Então, o salmista logo complementa, deixando para nós a fórmula simples (porém não quer dizer que seja fácil): devemos andar na lei do Senhor, guardando as suas prescrições e buscando (a Ele) de todo coração”. É simples, mas não é fácil.

            Ao longo de toda a Bíblia somos incentivados a conhecer a Palavra do Senhor, a estudá-la a fundo, a meditar sobre ela. Jesus nos alerta: “Errais não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt. 22:29). Aqui, o Grande Mestre, o Filho Unigênito do Pai nos alerta para o grande erro que muitas vezes cometemos: não conhecemos as Escrituras Sagradas. Não damos a elas o devido valor, a devida importância. Quantos e quantos aqui dentre nós abrem a Bíblia apenas no domingo a noite? Temos dias atribulados, correria para nos arrumarmos, afazeres dos mais diversos tipos em nossos locais de trabalho: alguns têm notas fiscais para emitir, outros clientes para atender, eu e outros professores aqui na igreja temos aulas para planejar, provas e trabalhos para corrigir. Segunda a sexta, uma correria insana nessa sociedade que mais valoriza o trabalho que gera capital do que o trabalho que agrega valor religioso. E depois dessa correria toda o que fazemos? Pegamos nossos carros ou entramos no ônibus, colocamos uma música, voltamos para nossas casas, ligamos as televisões, vemos jornais, assistimos um filme, a novela, o seriado. É mais prazeroso sentarmos em nossos sofás e vermos um bom filme de ação ou aventura, vermos novelas que retratam um mundo tomado pelo pecado, ou seriados com uma história intrincada, do que abrirmos nossas Bíblias, fazermos uma oração e nos colocarmos a meditar sobre os ensinamentos de Deus. Muitas vezes pensamos: “Deixa a leitura bíblica para o pastor ou para o presbítero e diácono, eles tem a obrigação de conhecer a Palavra de Deus”. Mas, não! O salmista não vem dizer que apenas os sacerdotes devem conhecer a Palavra de Deus. Jesus não fala apenas para os doutos na lei. Fala para todos nós da importância de se conhecer a Palavra de Deus. 

            Mas como podemos conhecer a lei, andar na lei, guardar suas prescrições e buscá-la de todo coração com tantos afazeres em nossas vidas? Aí, meu irmão, minha irmã, é uma questão de prioridades que devemos estabelecer. Ver um filme, uma novela, um seriado nos fará felizes? Sem dúvida. Nos trará a felicidade de esquecermos por alguns instantes toda a correria, toda a loucura que nos rodeia em nossos afazeres, em nosso dia-a-dia. Essa felicidade é maior do que conhecer sobre o Senhor? Essa felicidade é comparável a conhecer as maravilhas que Deus tem para nossas vidas? É nisso que temos de pensar. Nos filmes de ação, nas novelas televisivas, nos seriados, em sua grande maioria, não vemos as maravilhas, não conhecemos a Deus na profundidade que conhecemos quando nos colocamos a ler a Bíblia. Quando abrimos nossas Bíblias temos contato com a história de homens que andaram com o Senhor (Gn. 6:9b – “Noé andava com Deus); vemos a figura da mãe que promete seu filho a Deus (I Sm. 1:11); conhecemos homens que agradavam a Deus (I Sm. 13:14); vemos as transformação de homens que antes perseguiam os seguidores de Cristo para seguidores de Cristo (At. 9:1-19 – A conversão de Saulo); vemos que Deus deu seu próprio filho em sacrifício para a remissão dos pecados, um sacrifício perfeito, que já havia sido anunciado centenas de anos antes (Is. 53:4-9) e que veio a se confirmar na figura de Cristo Jesus (Jo. 1:29). 

              E então, chegamos ao último versículo dos que lemos hoje: “não praticam a iniquidade e andam nos seus caminhos”. Quando Davi escreveu seus salmos, o Novo Testamento ainda não havia sido escrito, ele existia apenas na mente de Deus, uma mente à qual não temos acesso (Rm. 11:33). Davi, quando nos fala de conhecer as Escrituras está nos falando, segundo a mente dele, de homem, que devemos conhecer as leis, a Torá, os mandamentos divinos. Mas, Davi, assim como outros salmistas e outros autores da Bíblia, não escreveram seus textos apenas segundo a sua vontade humana. Pela fé sabemos que essas pessoas foram inspiradas por Deus. Justamente por essa certeza, não hesito em estender a aplicabilidade do Salmo 119 para o conhecimento de todo o texto sagrado. É conhecendo-o em sua plenitude que temos uma visão total do plano divino para nós. Como cristãos não podemos nos limitar a olhar para a Bíblia apenas nos livros do Novo Testamento. Seria um erro grosseiro demais, afinal de contas, o próprio Cristo em Mt 22:29 se refere ao Antigo Testamento, pois eram esses textos as Sagradas Escrituras compiladas até então. Ao nos debruçarmos sobre a Bíblia devemos buscar um conhecimento pleno, amplo, contextualizado. Se não enxergarmos Cristo no AT estamos fazendo a mesma leitura que os judeus fazem dele, estamos desconsiderando Cristo como o salvador anunciado. O Antigo e o Novo Testamentos estão intimamente ligados, complementando-se o tempo inteiro. O Novo cita o Velho, o Velho prediz o Novo. 

              Que reflitamos, irmãos, nas Escrituras Sagradas dia e noite; dediquemo-nos o máximo possível em conhecê-las e apliquemo-las ao nosso dia-a-dia. E que esse conhecimento não se limite às aulas da EBD, aos doutrinários de quarta-feira, aos cultos vespertinos de domingo, mas que façam parte de nossa vivência diária. Tenhamos as Escrituras por nossa leitura matinal ou antes de dormir; por objeto de reflexão; para pensarmos sobre nosso cotidiano, sobre nós mesmos, sobre sermos cristãos e povo escolhido de Deus. 

Amém!