Como saber se sou cristão?

Man reading the bible
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(POR KEVIN DEYOUNG)

Sempre que aconselho cristãos a procura da certeza da salvação, eu os levo para 1 João. Essa breve epístola é cheia de ajuda para determinar se estamos na fé ou não. Em particular, existem três sinais em 1 João dados a nós para respondermos a questão “Tenho confiança ou condenação?”

O primeiro sinal é teológico. Você pode ter confiança se você crê em Jesus Cristo, o Filho de Deus (5.11-13). João não quer que as pessoas tenham dúvida. Deus quer que você tenha segurança, que você saiba que tem a vida eterna. E esse é o primeiro sinal, que você acredita em Jesus. Você acredita que ele é o Cristo ou o Messias (2.22). Você acredita que ele é o Filho de Deus (5.10). E você acredita que Jesus Cristo veio em carne (4.2). Então, se você tem a sua teologia errada sobre Jesus você não terá a vida eterna. Mas um dos sinais que devem te dar confiança perante Deus é que você acredita em seu único filho Jesus Cristo nosso Senhor (4.14-16; 5.1,5)

O segundo sinal é moral. Você pode ter confiança se você vive uma vida justa (3.6-9). Aqueles que praticam iniquidade, que mergulham de cabeça no pecado, que não apenas tropeçam mas habitualmente andam na iniquidade não devem ser confiantes. Isso não é diferente do que Paulo nos diz em Romanos 6 que não somos mais escravos do pecado mas servos para a justiça e em Gálatas 5 que aqueles que andam na carne não herdarão o reino de Deus. Isso não é diferente do que Jesus nos diz em João 15 que uma árvore boa não pode gerar frutos ruins e uma árvore ruim não pode gerar frutos bons. Então, se você vive uma vida moralmente justa você pode ter confiança (3.24). E para que esse padrão não te faça desesperar, tenha em mente que parte de uma vida justa é recusar-se a afirmar que você vive sem pecado e vir a Cristo para nos purificar de todo pecado (1.9-10).

O terceiro sinal é social. Você pode ter confiança se você ama outros cristãos (3.14). Se você odeia como Caim você não tem vida. Porém, se o seu coração e a sua carteira estão abertos para irmãos e irmãs, a vida eterna permanece em você. Um sinal necessário de verdadeira vida espiritual é que amamos uns aos outros (4.7-12,21).

Essas são as três indicações de João para nos assegurar que estamos no caminho que leva para a vida eterna. Essas não são três coisas que devemos fazer para merecer a salvação, mas três indicadores de que Deus tem de fato nos salvado. Acreditamos em Jesus Cristo, o Filho de Deus. Vivemos uma vida justa. Somos generosos para com outros cristãos. Ou podemos colocar da seguinte forma: sabemos que temos a vida eterna se amamos Jesus, se amamos os seus mandamentos e se amamos o seu povo. Nenhum dos três é um opcional. Todos devem ser presentes no cristão, e todos são entendidos como sinais para a nossa certeza (veja 2.4,6; 4.20; 5;2).

João elabora os mesmos pontos repetidamente. Você ama a Deus? Você ama os seus mandamentos? Você ama o seu povo? Se não, é um sinal de que você tem a morte. Se sim, é um sinal de que você tem a vida. E isso significa confiança ao invés de condenação.

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Um sinal claro de maturidade cristã

Acredito que todos nós sabemos que, como cristãos, estamos destinados a crescer e amadurecer. Nós iniciamos na fé como crianças e precisamos nos desenvolver até sermos adultos. Os autores do Novo Testamento insistem que todos nós devemos fazer esta transição, do leite para a carne, da mesa das crianças para os jantares de adulto. E apesar de estarmos cientes que devemos passar por este processo de amadurecimento, muitos de nós tendem a medir maturidade de formas erradas. Somos facilmente enganados. Eu acho que isso é especialmente verdade em uma tradição como a Reformada, que (com razão) coloca uma forte ênfase no ensino e nos fatos da fé.

Quando Paulo escreveu a Timóteo, ele fala sobre a natureza e propósito da Bíblia: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17). A palavra perfeito está relacionada à maturidade. Paulo diz que Timóteo, e por extensão eu e você, somos incompletos, inacabados e imaturos. A Bíblia é o meio que Deus usa para nos finalizar e completar, trazendo-nos à maturidade.

Mas o que significa ser um Cristão maduro? Penso que tendemos a acreditar que os Cristãos maduros são aqueles que sabem um monte de coisas sobre a Bíblia. Cristãos maduros são aqueles que têm sua teologia de cor e salteado. Mas veja o que Paulo diz: “A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. Paulo não diz: “A fim de que o homem de Deus seja perfeito e conhecedor da Bíblia de trás para frente”, ou “Afim de que o homem de Deus seja perfeito e capaz de explicar e definir o supralapsarianismo versus o infralapsarianismo.” Ele não diz: “Afim de que o homem de Deus seja perfeito e capaz de prover um esboço estruturado de cada uma das epístolas de Paulo.” Todas essas coisas são boas, mas elas não são a ênfase de Paulo. Elas podem ser sinais de maturidade, mas também podem mascarar imaturidade.

Quando Paulo fala sobre perfeição e maturidade, ele aponta para ações, para atitudes, para “toda boa obra”. A Bíblia tem o poder de nos amadurecer, e conforme nos comprometemos a leitura, compreensão e obediência, necessariamente crescemos na fé. Essa maturidade é mais evidenciada nas boas obras que fazemos do que no conhecimento que recitamos. E isso é exatamente o que Deus quer de nós – que sejamos maduros e benfeitores amadurecidos que se deleitam em fazer o bem para os outros. Essa ênfase em boas obras é um tema significante no Novo Testamento (veja Efésios 2.10, Tito 2.14, etc) e a própria razão pela qual Deus nos salvou.

É claro que fatos e ações tem relação entre si, de modo que isto não é um apelo para negligenciar a leitura, o estudo e o entendimento da Bíblia. De modo nenhum! Quanto mais você conhece da Bíblia, mais você pode ensinar, reprovar, corrigir e treinar a si mesmo de uma forma que modele suas ações a te incentivar a fazer as melhores obras da melhor forma pela melhor razão. Mais conhecimento de Deus através de sua Palavra deveria conduzir a um maior e melhor serviço aos outros.

Mas, no fim das contas, Cristo viveu e morreu para “remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tito 2.14). Conhecimento de Deus e sua Palavra é bom. Conhecimento de Deus e sua Palavra manifestado externamente, fazendo aquilo que beneficie outros – não há nada que glorifique mais a Deus que isso.

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Coragem! Invista em sua família (2)

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Família: nossa primeira comunidade e o alicerce para uma sociedade sadia.

Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente” (1 Timóteo 5:8).

1) A Importância da família para a sociedade – A família é a base do caráter. É a base para a formação moral de cada indivíduo. Não podemos provar a virtude de alguém que vive isolado no mundo, longe de sua família e desligado dos valores de sua sociedade. A virtude para a boa conduta se dá pelo aprendizado dos primeiros bons valores e esses primeiros bons valores surgem em casa. Nossa casa é a primeira comunidade. Antes mesmo da nossa igreja local.

Crescimento e maturidade só são alcançados com interação interpessoal e isso tudo tem inicio na família. Através da família os vínculos são fortalecidos formando indivíduos capazes de estabelecer relações duradouras. Vemos hoje uma sociedade doente. Pessoas que vivem isoladamente buscando satisfazer suas carências, necessidades, fetiches e, tudo isso, no âmbito do individualismo. Vemos uma sociedade onde os valores vão se fragmentando e uma série de novos modelos (uns afastados dos valores do Reino, outros já negando totalmente a fé). Aí você olha mais de perto toda essa situação e percebe que uma das instituições mais atacadas tem sido a Família. Por quê? Porque, se destruir a família, se fragmenta todo o resto… A família é a base!

2) Consequências de uma sociedade sem base familiar – a) Falta de modelos a serem seguidos – A sociedade sem família como base não tem bons modelos para se apoiar. É no lar cristão que somos preparados por Deus para as lutas do dia a dia. b) A falta de vínculos afetivos – Nas sociedades em que a família tradicional não é valorizada, as pessoas sofrem pela falta de vínculos afetivos. c) Falta de raízes – Quando crescemos em um lar estruturado, mesmo depois de passar muito tempo longe de nossas raízes, nós temos para onde voltar.

3) Situações que levam uma família a desestruturar-se – a) Quando Jesus não é a base da família; b) Quando ocorre uma fatalidade; c) Quando o egoismo se instala no lar.

Precisamos deixar Deus edificar a nossa casa (veja em: https://sintesecristaescritura.wordpress.com/2015/05/04/coragem-invista-em-sua-familia/).

Precisamos deixar Jesus (a Palavra de Deus) ser o firme fundamento de nosso lar.

Como? Fazendo da Palavra de Deus o referencial. Numa vida de oração e culto familiar. Através do diálogo, da gratidão, do ensino e do exemplo. Introduzindo a comunhão entre cada integrante do lar. Vencendo a indecisão, vencendo o desânimo, abandonando o pecado, não permitindo mais o pecado entrar em nossas casas, reagindo às circunstancias difíceis e cuidando dos seus de perto e nunca de longe.

O afastamento ou o abandono de nossa família não está apenas em deixar a nossa casa e ir embora. Mas, principalmente, em abandonar espiritualmente o lar. Isso é pior que negar a fé. O que nega a fé, nega os benefícios de Deus para si mesmo. Mas o que abandona espiritualmente seu lar, nega o pão e o vinho para sua família. Nega a comunhão do céu para o seu lar. Nega a benção de Deus para os seus. É pior que o descrente…

Volte ao amor! Reorganize sua casa e volte para o amor. Frutos eternos terá a casa que está firmada e enxertada em Cristo.

Coragem! Não deixe de investir em sua família! Está longe do Senhor? Sua família já foi uma benção e hoje não é mais? Tem notado a distância e a fragmentação de seu lar? Não consegue mais ajuntar os seus para a oração? Está sem igreja?

Ore agora mesmo e peça ajuda. Estamos aqui para ajudar no que for preciso, mas não desista de sua família.

Gabriel Felipe M. Rocha.

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Coragem! Invista em sua família!

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Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Sl 127.1).

          Edificar a casa! Uma tarefa que tem sido mais desafiadora em nossos dias. Para alguns, tem sido uma tarefa penosa. Isso, em vista da fragmentação e do abandono dos valores espirituais e morais que devem reger a família, assim como toda a vida cristã. Fragmentação e abandono esses que a contemporaneidade assiste de forma dramática. Hoje vemos uma sociedade secularizada, caracterizada pela diversidade de valores e estilos de vida. Marcada pela pluralidade de propostas de realização e satisfação pessoal que vão ganhando a primazia dentro de nossos lares e vão, aos poucos, minando nossos filhos, introduzindo-os a um contexto de individualismo, egoísmo, descrença em relação aos bons e sadios valores. Todos esses novos paradigmas e formas de vida (afastados dos valores bíblicos e que geralmente tendem à destruição familiar) estão mostrando suas faces a partir da miserabilidade da ação humana sem Deus e sem norte que tão facilmente assistimos em nossos dias, seja pelas mídias, seja presencialmente. Os valores cristãos que dão sentido à vida, à família e que formam o “chão seguro” para pisarmos vão sendo esquecidos em muitos lares de crentes. Valores esses que a Palavra de Deus mesmo norteia em suas páginas, mas que seguem esquecidas em algum canto da casa. A Palavra de Deus tem deixado de ser o paradigma dentro de muitos lares. Você que ainda não crê, saiba que Jesus é o Caminho e é nele que você terá, além da salvação de sua alma, o direcionamento seguro para a edificação de sua família.

Portanto, meu amigo, irmão e colega, preste atenção! Você anda trabalhando muito, investindo muito, gastando muito (às vezes mais do que ganha). Anda ocupado demais em tantas tarefas, mas Deus não tem sido mais o Senhor em sua casa. Isso é lamentável e trágico! São tantas preocupações nesse tempo violentamente dinâmico e exigente. São muitas coisas para serem feitas. Muitas contas, muita coisa para resolver. Escola dos filhos, faculdade, uma boa herança para deixar… Mas, e aí? Tem trabalhado em prol de seu lar e tem lutado por sua família e sua casa, mas em vão tem trabalhado se não for o Senhor quem edifica sua casa. Por quê? Porque o alicerce deve ser sólido. Deve estar edificado sob uma estrutura forte, pois as tempestades estão ficando mais fortes e muitas casas estão cedendo e seguindo o curso da enxurrada. Enquanto você tem se esforçado para ajuntar sua colheita e acrescentar mais à sua conta, muitas novidades de nosso jovem século vão entrando em nossas casas e tomando conta de nossos filhos. O que significa, entretanto, “o Senhor edificar a casa”? Significa deixar o Senhor nosso Deus ser o Norte, o Paradigma e Alicerce de nossa casa. Ele deve ser a bússola. Deixar o Senhor edificar é orar com toda a família. É reunir a família para um culto em casa. É sentar para conversar e colocar a conversa em dia. É ouvir o que cada um tem para dizer e apresentar tudo diante do Eterno. Deixar Deus edificar é evidenciar no lar uma vida que é regida pela Palavra de Deus. É valorizar no seu lar a Escritura e fazer dela a direção da família.

Na edificação de nossa casa, somos os pedreiros, sendo Deus o arquiteto e engenheiro-chefe. Cada um tem uma função específica em seu lar, mas Deus é quem dirige toda a boa obra. Portanto, meu caro, deixe o Senhor edificar a casa e tudo vai bem. Ele, como arquiteto, já tem um projeto definido e guiará bem a edificação de sua casa. Todas as preocupações (justas preocupações) devem ser deixadas diante de Deus, o edificador infalível. Um lar que não tem Deus como aquele que edifica a casa, não tem para quem olhar e a quem depositar a confiança. Isso gera medo, aflição, cansaço e desesperança. Outro detalhe importante é: Cristo quer ser o alicerce de nossa casa. Jesus quer ser a base sólida. Ele quer que a casa esteja edificada sob sua Palavra. Pois só a Palavra vence e dá direção em meio às mais terríveis tempestades. Ela é segurança, ela é direção, é luz e é vida. Muitos lares precisam de vida. Já têm perdido a vida… Filhos isolados em seus cantos e em seus quartos intransponíveis, a mesa perdeu o sentido, o diálogo não faz parte da rotina da família, o casal não vive a saudável harmonia que um verdadeiro casamento deve evidenciar, etc. São muitas dramas que podem vir a um lar que não é edificado pelo Senhor. Por isso, “em vão trabalham os que a edificam” se o Senhor não edificar. Mas uma boa notícia nós temos: Deus, nosso Senhor, pode ser o edificador de sua casa! Se sua Palavra for ouvida e todo o direcionamento do lar estiver sob suas mãos, uma grande diferença você poderá ver em sua casa. Sua família irá bem. “Sua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos como rebentos da oliveira, à roda da mesa” (Sl 128. 3). O Senhor aumentará a colheita daqueles a quem Ele ama (Sl 127.2). É muito mais vantajoso depender de Deus do que tentar fazer tudo por conta própria!  Você que não tem confiado em Deus e tem buscado – sem a segura direção divina – a edificação de sua casa, sinto em dizer que você está em desvantagem!

Você não sabe o que poderá ocorrer amanhã, mas Deus sabe. Passe a direção para Ele. Deixe Cristo ser a luz. Deixe o bom fundamento (Palavra) ser a norteadora. Deixe Cristo ser o paradigma de sua família. Leia a Bíblia com sua esposa e filhos. Faça cultos domésticos. Louve ao Senhor em casa. Deixe o Espírito Santo fazer de seu lar um ninho de comunhão e edificação. Sempre colhendo bons frutos. Uma casa firmada em Cristo é uma casa que dá frutos bons para Deus. É uma casa feliz onde todos se sentem realizados. Estar em Cristo e ter o lar firmado em Cristo é gozar de comunhão, esperança, alegria, força, ânimo, coragem e fé. Sabendo que Ele tem edificado a casa e que nosso trabalho não é vão.

Deus será contigo e com tua casa, amém!

Gabriel F. M. Rocha

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Seguindo a Deus de Perto

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“A minha alma apega-se a ti: a tua destra me ampara” (Sl 63:8.).

O evangelho nos ensina a doutrina da graça preveniente, que significa simplesmente que, antes de um homem poder buscar a Deus, Deus tem que buscá-lo primeiro.

Para que o pecador tenha uma idéia correta a respeito de Deus, deve receber antes um toque esclarecedor em seu íntimo; que, mesmo que seja imperfeito, não deixa de ser verdadeiro, e é o que desperta nele essa fome espiritual que o leva à oração e à busca.

Procuramos a Deus porque, e somente porque, Ele primeiramente colocou em nós o anseio que nos lança nessa busca. “Ninguém pode vir a mim”, disse o Senhor Jesus, “se o Pai que me enviou não o trouxer” (Jo 6:44), e é justamente através desse trazer preveniente, que Deus tira de nós todo vestígio de mérito pelo ato de nos achegarmos a Ele. O impulso de buscar a Deus origina-se em Deus, mas a realização do impulso depende de O seguirmos de todo o coração. E durante todo o tempo em que O buscamos, já estamos em Sua mão: “… o Senhor o segura pela mão” (Sl 37:24.).

Nesse “amparo” divino e no ato humano de “apegar-se” não há contradição. Tudo provém de Deus, pois, segundo afirma Von Hügel, Deus é sempre a causa primeira. Na prática, entretanto (isto é, quando a operação prévia de Deus se combina com uma reação positiva do homem), cabe ao homem a iniciativa de buscar a Deus. De nossa parte deve haver uma participação positiva, para que essa atração divina possa produzir resultados em termos de uma experiência pessoal com Deus. Isso transparece na calorosa linguagem que expressa o sentimento pessoal do salmista no Salmo 42: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante a face de Deus?” E um apelo que parte do mais profundo da alma, e qualquer coração anelante pode muito bem entendê-lo.

A doutrina da justificação pela fé — uma verdade bíblica, e uma bênção que nos liberta do legalismo estéril e de um inútil esforço próprio — em nosso tempo tem-se degenerado bastante, e muitos lhe dão uma interpretação que acaba se constituindo um obstáculo para que o homem chegue a um conhecimento verdadeiro de Deus. O milagre do novo nascimento está sendo entendido como um processo mecânico e sem vida. Parece que o exercício da fé já não abala a estrutura moral do homem, nem modifica a sua velha natureza. É como se ele pudesse aceitar a Cristo sem que, em seu coração, surgisse um genuíno amor pelo Salvador. Contudo, o homem que não tem fome nem sede de Deus pode estar salvo? No entanto, é exatamente nesse sentido que ele é orientado: conformar-se com uma transformação apenas superficial.

Os cientistas modernos perderam Deus de vista, em meio às maravilhas da criação; nós, os crentes, corremos o perigo de perdermos Deus de vista em meio às maravilhas da Sua Palavra. Andamos quase inteiramente esquecidos de que Deus é uma pessoa, e que, por isso, devemos cultivar nossa comunhão com Ele como cultivamos nosso companheirismo com qualquer outra pessoa. É parte inerente de nossa personalidade conhecer outras personalidades, mas ninguém pode chegar a um conhecimento pleno de outrem através de um encontro apenas. Somente após uma prolongada e afetuosa convivência é que dois seres podem avaliar mutuamente sua capacidade total.

Todo contato social entre os seres humanos consiste de um reconhecimento de uma personalidade para com outra, e varia desde um esbarrão casual entre dois homens, até a comunhão mais íntima de que é capaz a alma humana. O sentimento religioso consiste, em sua essência, numa reação favorável das personalidades criadas, para com a Personalidade Criadora, Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

Deus é uma pessoa, e nas profundezas de Sua poderosa natureza Ele pensa, deseja, tem gozo, sente, ama, quer e sofre, como qualquer outra pessoa. Em seu relacionamento conosco, Ele se mantém fiel a esse padrão de comportamento da personalidade. Ele se comunica conosco por meio de nossa mente, vontade e emoções.

O cerne da mensagem do Novo Testamento é a comunhão entre Deus e a alma remida, manifestada em um livre e constante intercâmbio de amor e pensamento.

Esse intercâmbio, entre Deus e a alma, pode ser constatado pela percepção consciente do crente. É uma experiência pessoal, isto é, não vem através da igreja, como Corpo, mas precisa ser vivida, por cada membro. Depois, em conseqüência dele, todo o Corpo será abençoado. E é uma experiência consciente: isto é, não se situa no campo do subconsciente, nem ocorre sem a participação da alma (como, por exemplo, segundo alguns imaginam, se dá com o batismo infantil), mas é perfeitamente perceptível, de modo que o homem pode “conhecer” essa experiência, assim como pode conhecer qualquer outro fato experimental.

Nós somos em miniatura, (excetuando os nossos pecados) aquilo que Deus é em forma infinita. Tendo sido feitos a Sua imagem, temos dentro de nós a capacidade de conhecê-lO. Enquanto em pecado, falta-nos tão-somente o poder. Mas, a partir do momento em que o Espírito nos revivifica, dando-nos uma vida regenerada, todo o nosso ser passa a gozar de afinidade com Deus, mostrando-se exultante e grato. Isso é este nascer do Espírito sem o qual não podemos ver o reino de Deus. Entretanto, isso não é o fim, mas apenas o começo, pois é a partir daí que o nosso coração inicia o glorioso caminho da busca, que consiste em penetrar nas infinitas riquezas de Deus. Posso dizer que começamos neste ponto, mas digo também que homem nenhum já chegou ao final dessa exploração, pois os mistérios da Trindade são tão grandes e insondáveis que não têm limite nem fim.

Encontrar-se com o Senhor, e mesmo assim continuar a buscá-lO, é o paradoxo da alma que ama a Deus. É um sentimento desconhecido daqueles que se satisfazem com pouco, mas comprovado na experiência de alguns filhos de Deus que têm o coração abrasado. Se examinarmos a vida de grandes homens e mulheres de Deus, do passado, logo sentiremos o calor com que buscavam ao Senhor. Choravam por Ele, oravam, lutavam e buscavam-nO dia e noite, a tempo e fora do tempo, e, ao encontrá-lO, a comunhão parecia mais doce, após a longa busca. Moisés usou o fato de que conhecia a Deus como argumento para conhecê-lO ainda melhor. “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu Te conheça, e ache graça aos Teus olhos” (Ex 33:13). E, partindo daí, fez um pedido ainda mais ousado: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Ex 33:18). Deus ficou verdadeiramente alegre com essa demonstração de ardor e, no dia seguinte, chamou Moisés ao monte, e ali, em solene cortejo, fez toda a Sua glória passar diante dele.

A vida de Davi foi uma contínua ânsia espiritual. Em todos os seus salmos ecoa o clamor de uma alma anelante, seguido pelo brado de regozijo daquele que é atendido. Paulo confessou que a mola-mestra de sua vida era o seu intenso desejo de conhecer a Cristo mais e mais. “Para O conhecer” (Fp 3:10), era o objetivo de seu viver, e para alcançar isso, sacrificou todas as outras coisas. “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8).

Muitos hinos evangélicos revelam este anelo da alma por Deus, embora a pessoa que canta, já saiba que o encontrou. Há apenas uma geração, nossos antepassados cantavam o hino que dizia: “Verei e seguirei o Seu caminho”; hoje não o ouvimos mais entre os cristãos. É uma tragédia que, nesta época de trevas, deixemos só para os pastores e líderes a busca de uma comunhão mais íntima com Deus. Agora, tudo se resume num ato inicial de “aceitar” a Cristo (a propósito, esta palavra não é encontrada na Bíblia), e daí por diante não se espera que o convertido almeje qualquer outra revelação de Deus para a sua alma. Estamos sendo confundidos por uma lógica espúria que argumenta que, se já encontramos o Senhor, não temos mais necessidade de buscá-lO. Esse conceito nos é apresentado como sendo o mais ortodoxo, e muitos não aceitariam a hipótese de que um crente instruído na Palavra pudesse crer de outra forma. Assim sendo, todas as palavras de testemunho da Igreja que significam adoração, busca e louvor, são friamente postas de lado. A doutrina que fala de uma experiência do coração, aceita pelo grande contingente dos santos que possuíam o bom perfume de Cristo, hoje é substituída por uma interpretação superficial das Escrituras, que sem dúvida soaria como muito estranha para Agostinho, Rutherford ou Brainerd.

Em meio a toda essa frieza existem ainda alguns — alegro-me em reconhecer — que jamais se contentarão com essa lógica superficial. Talvez até reconheçam a força do argumento, mas depois saem em lágrimas à procura de algum lugar isolado, a fim de orarem: “Ó Deus, mostra-me a tua glória”. Querem provar, ver com os olhos do íntimo, quão maravilhoso Deus é.

Ë meu propósito instilar nos leitores um anseio mais profundo pela presença de Deus. É justamente a ausência desse anseio que nos tem conduzido a esse baixo nível espiritual que presenciamos em nossos dias. Uma vida cristã estagnada e infrutífera é resultado da ausência de uma sede maior de comunhão com Deus. A complacência é inimigo mortal do crescimento cristão. Se não existir um desejo profundo de comunhão, não haverá manifestação de Cristo para o Seu povo. Ele espera que o procuremos. Infelizmente, no caso de muitos crentes, é em vão que essa espera se prolonga.

Cada época tem suas próprias características. Neste exato instante encontramo-nos em um período de grande complexidade religiosa. A simplicidade existente em Cristo raramente se acha entre nós. Em lugar disso, vêem-se apenas programas, métodos, organizações e um mundo de atividades animadas, que ocupam tempo e atenção, mas que jamais podem satisfazer à fome da alma. A superficialidade de nossas experiências íntimas, a forma vazia de nossa adoração, e aquela servil imitação do mundo, que caracterizam nossos métodos promocionais, tudo testifica que nós, em nossos dias, conhecemos a Deus apenas imperfeitamente, e que raramente experimentamos a Sua paz.

Se desejamos encontrar a Deus em meio a todas as exteriorizações religiosas, primeiramente temos que resolver buscá-Lo, e daí por diante prosseguir no caminho da simplicidade. Agora, como sempre o fez, Deus revela-Se aos pequeninos e se oculta daqueles que são sábios e prudentes aos seus próprios olhos. É mister que simplifiquemos nossa maneira de nos aproximar dEle. Urge que fiquemos tão-somente com o que é essencial (e felizmente, bem poucas coisas são essenciais). Devemos deixar de lado todo esforço para impressioná-lO e ir a Deus com a singeleza de coração da criança. Se agirmos dessa forma, Deus nos responderá sem demora.

Não importa o que a Igreja e as outras religiões digam. Na realidade, o que precisamos é de Deus mesmo. O hábito condenável de buscar “a Deus e” é que nos impede de encontrar ao Senhor na plenitude de Sua revelação. É no conectivo “e” que reside toda a nossa dificuldade. Se omitíssemos esse “e”, em breve acharíamos o Senhor e nEle encontraríamos aquilo por que intimamente sempre anelamos.

Não precisamos temer que, se visarmos tão-somente a comunhão com Deus, estejamos limitando nossa vida ou inibindo os impulsos naturais do coração. O oposto é que é verdade. Convém-nos perfeitamente fazer de Deus o nosso tudo, concentrando-nos nEle, e sacrificando tudo por causa dEle.

O autor do estranho e antigo clássico inglês, The Cloud of Unknowing (A nuvem do desconhecimento), dá-nos instruções de como conseguir isso. Diz ele: “Eleve seu coração a Deus num impulso de amor; busque a Ele, e não Suas bênçãos. Daí por diante, rejeite qualquer pensamento que não esteja relacionado com Deus. E assim não faça nada com sua própria capacidade, nem segundo a sua vontade, mas somente de acordo com Deus. Para Deus, esse é o mais agradável exercício espiritual”.

Em outro trecho, o mesmo autor recomenda que, em nossas orações, nos despojemos de todo o empecilho, até mesmo de nosso conhecimento teológico. “Pois lhe basta a intenção de dirigir-se a Deus, sem qualquer outro motivo além da pessoa dEle.” Não obstante, sob todos os seus pensamentos, aparece o alicerce firme da verdade neotestamentária, porquanto explica o autor que, ao referir-se a “ele”, tem em vista “Deus que o criou, resgatou, e que, em Sua graça, o chamou para aquilo que você agora é”. Este autor defende vigorosamente a simplicidade total: “Se desejamos ver a religião cristã resumida em uma única palavra, para assim compreendermos melhor o seu alcance, então tomemos uma palavra de uma sílaba ou duas. Quanto mais curta a palavra, melhor será, pois uma palavra menor está mais de acordo com a simplicidade que caracteriza toda a operação do Espírito. Tal palavra deve ser ou Deus ou Amor”.

Quando o Senhor dividiu a terra de Canaã entre as tribos de Israel, a de Levi não recebeu partilha alguma. Deus disse-lhe simplesmente: “Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (Nm 18:20), e com essas palavras tornou-a mais rica que todas as suas tribos irmãs, mais rica que todos os reis e rajás que já viveram neste mundo. E em tudo isto transparece um princípio espiritual, um princípio que continua em vigor para todo sacerdote do Deus Altíssimo.

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa — Deus — de maneira pura, legítima e eterna.

Ó Deus, tenho provado da Tua bondade, e se ela me satisfaz, também aumenta minha sede de experimentar ainda mais. Estou perfeitamente consciente de que necessito de mais graça. Envergonho-me de não possuir uma fome maior. Ó Deus, ó Deus trino, quero buscar-Te mais; quero buscar apenas a Ti; tenho sede de tornar-me mais sedento ainda. Mostra-me a Tua glória, rogo-Te, para que assim possa conhecer-Te verdadeiramente. Por Tua misericórdia, começa em meu íntimo uma nova operação de amor. Diz à minha alma: “Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem” (Ct 2:10). E dá-me graça para que me levante e te siga, saindo deste vale escuro onde estou vagueando há tanto tempo. Em nome de Jesus. Amém.

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Extraído do Livro o Melhor de A. W. Tozer

Adaptações de Gabriel F. M. Rocha

A Cruz É uma Coisa Radical

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A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens.
Depois que Cristo ressurgiu dos mortos, os apóstolos saíram a pregar a Sua mensagem, e o que pregaram foi a cruz. E por onde quer que fossem pelo mundo, levavam a cruz, e o mesmo poder revolucionário ia com eles, A mensagem radical da cruz transformou Saulo de Tarso e o mudou de perseguidor dos cristãos em um terno crente e um apóstolo da fé. Seu poder mudou homens maus em bons. Sacudiu a longa escravidão do paganismo e alterou completa¬mente toda a perspectiva moral e mental do mundo ocidental.
Fez tudo isso, e continuou a fazê-lo enquanto se lhe permitiu permanecer como fora originalmente, uma cruz. Seu poder se foi quando foi mudado de uma coisa de morte para uma coisa de beleza. Quando os homens fizeram dela um símbolo, penduraram-na nos seus pescoços como ornamento ou fizeram o seu contorno diante dos seus rostos como um sinal mágico para protegê-los do mal, então ela veio a ser, na sua melhor expressão, um fraco emblema, e na pior, um inegável feitiço. Como tal. é hoje reverenciada por milhões que não sabem absolutamente nada do seu poder.
A cruz atinge os seus fins destruindo o modelo estabelecido, o da vítima, e criando outro modelo, o seu próprio. Assim, ela tem sempre o seu método. Vence derrotando o seu oponente e lhe impondo a sua vontade. Domina sempre. Nunca se compromete, nunca faz barganhas, nunca faz concessão, nunca cede um ponto por amolda paz. Não se preocupa com a paz; preocupa-se em dar fim à sua oposição tão depressa quanto possível.
Com perfeito conhecimento disso tudo, Cristo disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Assim a cruz não só põe fim à vida de Cristo; termina também a primeira vida, a velha vida. de cada um dos Seus seguidores verdadeiros. Ela destrói o velho modelo, o modelo de Adão, na vida do crente, e lhe dá fim. Então o Deus que levantou a Cristo dos mor¬tos levanta o crente, e uma nova vida começa.


Isto, e nada menos que isto, é o cristianismo verdadeiro, embora não possamos senão reconhecer a aguda divergência que há entre esta concepção e a sustentada pelo tipo comum de cristãos conservadores hoje. Mas não ousamos qualificar a nossa posição. A cruz ergue-se muito acima das opiniões dos homens e a essa cruz todas as opiniões terão que vir afinal para julgamento. Uma liderança superficial e mundana gostaria de modificar a cruz para agradar os religiosos maníacos por entretenimento que querem divertir-se até mesmo dentro do santuário; fazê-lo, porém, é cortejar a tragédia espiritual e arriscar-se à ira do Cordeiro feito Leão.


Temos que fazer alguma coisa quanto à cruz, e só podemos fazer uma destas duas: fugir ou morrer nela. E se formos tão temerários que fujamos, com esse ato estaremos pondo fora a fé vivida por nossos país e faremos do cristianismo uma coisa diferente do que é, Neste caso, teremos deixado somente o vazio linguajar da salvação; o poder se irá juntamente com a nossa partida para longe da verdadeira cruz.


Se somos sábios, faremos o que Jesus fez: suportaremos a cruz e desprezaremos a sua vergonha pela alegria que está posta diante de nós. Fazer isso é submeter todo o esquema da nossa vida, para ser destruído e reconstruído no poder de uma vida que não se acabará mais. E veremos que é mais que poesia, mais que doce hinologia e elevado sentimento, A cruz cortará fundo as nossas vidas onde fere mais, não nos poupando nem a nós mesmos nem as nossas reputações cultivadas. Ela nos derrotará e porá fim às nossas vidas egoístas. Só então poderemos elevar-nos em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida totalmente novo, livre e cheio de boas obras.


A modificada atitude para com a cruz que vemos na ortodoxia moderna prova, não que Deus mudou, nem que Cristo afrouxou a Sua exigência de que levemos a cruz; em vez disto, significa que o cristianismo corrente desviou-se dos padrões do Novo Testamento. Para tão longe nos desviamos que nada menos que uma nova reforma restabelecerá a cruz em seu lugar certo na teologia e na vida da igreja.

– A. W. Tozer, O Melhor de A.W. Tozer

Cartas vivas

O mundo não conhece a Cristo. O mundo – com a sua ditadura do pecado – odeia a mensagem do Evangelho. No entanto, o mundo vê a Igreja.

Alguns só poderão ver a Cristo se o discípulo for como Cristo. O pecador perdido não lê a Bíblia e se lê, não entende o mistério de Jesus Cristo (Ef. 3:4) porque seus olhos não foram abertos. Porém, o cristão verdadeiro é como a carta que o mundo lê (II Coríntios 3:2-3). Isso, se suas atitudes são como as atitudes de Cristo.
O mundo, de alguma forma, pode ver em parte a Cristo se eu, você e todos nós cristãos procurarmos ser que nem o nosso Mestre. Ser como o Mestre é andar conforme suas palavras. É saber ouvir, é partilhar, é acolher, é ensinar com paciência, é pregar com amor e ao mesmo tempo com dureza ao pecado, é andar junto, é perdoar sempre, é ter amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade mansidão e domínio próprio. O cristão é o “pequeno Cristo”, dese modo, ele é um “cristo” no mundo. Cristo que, com outros tantos, formam a Igreja. E a Igreja o mundo vê! Muitos criticam a Igreja, mas todos, de alguma forma, esperam algo da Igreja. Portanto, coragem e atitude! Deus quer te usar para dar razão da verdadeira fé e para resgate o de muitos!

“Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.” (II Coríntios 3:2-3)

“Eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim”. (João 17: 23);

“O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Ef 3.5).

Gabriel Felipe M. Rocha.

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